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O que foi a Armação Baleeira?


Aquarela pintada por Jean-Batiste Debret e que retrata a Armação Baleeira de Garopaba de 1793.
Aquarela Villa Nova de Jean-Batiste Debret, que retrata a Armação Baleeira de Garopaba - 1827.
As Armações Baleeiras foram instaladas em todo o litoral de Santa Catarina do Século XVIII. Elas serviam para a produção do óleo de baleia para iluminação e argamassa.

O litoral de Santa Catarina foi sede de diversas armações baleeiras no século XVIII, inclusive cidades como Garopaba e Imbituba. Apesar deste passado, hoje essas cidades buscam a preservação dos cetáceos. Em 1793 foi instalada a Armação Baleeira em Garopaba e em 1796 a de Imbituba. Se atualmente vemos a “caça” à baleia como uma prática terrível para a natureza, a situação era bem diferente naquela época. As armações baleeiras eram o sustento dessas cidades, ainda denominadas como vilas. Como precisavam de grande número de pessoas e recursos, essas vilas foram construídas ao redor das armações.

Mesmo pagando uma taxa de exploração à Coroa Real Portuguesa, os lucros eram compensadores. Baleias de grande porte eram arpoadas quase semanalmente e rebocadas para os barracões. Nestes locais era feito o retalhamento do animal e a retirada da gordura para ser derretida em grandes caldeiras.

Moradores da região de Santa Catarina posam em foto em frente de Baleia morta para extração de óleo. Foto do século XVIII.
Fotos históricas da caça baleeira no século XVIII. Créditos: Blog Tainha na Rede

O óleo de baleia tinha duas finalidades:

Usado para iluminação pública das poucas cidades brasileiras, especialmente Rio de Janeiro e São Paulo;

Utilizava-se como argamassa destinada às construções de fortalezas e edifícios, oferecendo-lhes resistência semelhante ao cimento,que não existia na época.

As armações baleeiras tiveram suas ações finalizadas entre os anos 1867 e 1870 devido a descoberta do petróleo americano e da produção de querosene. No fim, essa prática foi deixada de lado muito mais por questões mercadológicas do que de consciência. Outro fator que determinou o fim da das armações baleeiras foi a descoberta do cimento para a construção de prédios e fortalezas.

Talvez você esteja lendo e pensando: Como isso era possível? E a resposta é: outros tempos com outras necessidades.

A Armação Baleeira de Imbituba foi extinguida em 1829 e a de Garopaba em 1837, segundo dados da época.


Foto do Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca. Sua localização é em Imbituba.
Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, também conhecido como Museu da Baleia.

Preservação da Baleia Franca

Passado o período da “caça” à Baleia Franca, veio a consciência e a preservação dos maiores mamíferos da terra. Em 1998, após uma campanha popular liderada pelo Projeto Baleia Franca e empresários locais, a Prefeitura Municipal de Imbituba decretou o Tombamento Histórico do sítio do Barracão da Baleia. Uma Lei Municipal posterior transferiu o sítio para o Projeto Pró-Franca que cuidou da sua restauração e preservação.

Inaugurado em 2003, o Museu da Baleia de Imbituba serve como Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca. Ele recebe seus visitantes anualmente e conta a história das Armações Baleeiras e da luta pela sua proteção. Este espaço é o único presente na América do Sul e em seu interior é possível ver um modelo do navio baleeiro à vela Charles Morgan dos Estados Unidos.

AS VISITAS SÃO GRATUITAS

PARA GARANTIR A SUA VISITA E É NECESSÁRIO REALIZAR AGENDAMENTO

Horário de Funcionamento:

  • Temporada das baleias (06 de Agosto a 30 de Novembro*): terça a domingo, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.

  • (*não abriremos nos feriados de 7/09, 12/10, 02/11 e 15/11)

  • Verão (06 de Dezembro até 11 de Fevereiro): terça a sábado, das 9 às 17 horas (não fecha ao meio-dia). Nas quintas e sábados das 14 às 16:30h a visitação fica restrita em função das atividades do Programa “De Ferias com as Baleias”. Clique aqui e saiba mais sobre o Programa.

  • Baixa Temporada (14 de Fevereiro até 05 de Agosto): terça a sábado, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.


Rota da Baleia Franca

Formada pelos municípios de Garopaba, Imbituba e Laguna, a Rota da Baleia Franca é um destino turístico ideal para a observação destes espécimes. Além de receber os turistas que passam por aqui, a Rota da Baleia Franca - RBF tem por objetivo levar informação e conscientização sobre a preservação das Baleias Franca.

Estas cidades defendem um turismo responsável, que ajude na preservação destes belos animais e por essa razão, os passeios são feitos com empresas especializadas, como o nosso parceiro Ao Sul Natural. Além das baleias, as cidades de Laguna, Imbituba e Garopaba possuem características marcantes, cheias de histórias, elas têm caminhos que recontam a história da colonização açoriana e dos povos indígenas que aqui viveram.

Estas centenárias cidades guardam segredos que vão encantar você, junto de uma gastronomia maravilhosa e as praias mais paradisíacas.


Avistamento

Se você tem interesse em ver a Baleia Franca em seu habitat natural, pode contratar o serviço da Ao Sul Natural. Eles fazem parte da Rota da Baleia Franca e terão muito prazer em atender você. E você pode saber mais sobre o avistamento da Baleia Franca nos textos abaixo.


DE SOUZA, João Pacheco, Garopaba Breves Observações, ed. Maré, Garopaba - 2017

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